Home Data de criação : 09/04/30 Última atualização : 11/12/23 13:44 / 245 Artigos publicados

Feliz Natal e Boas Festas!  (Vídeo-Show) escrito em terça 20 dezembro 2011 03:35

Fonte do vídeo: http://mais.uol.com.br/view/u0euogoazep3/feliz-natal-nordestino-0402CC993168D8992326?types=A

 

O POP deseja a todos os leitores da Revista Outras Palavras, da Revista JIOP e participantes da JIOP, um Feliz Natal e um Ano Novo pleno de realizações. E prometemos que neste novo ano de 2012 o Programa Outras Palavras voltará às ondas da Rádio UEM-FM 106,9, aguardem!!! Quanto às postagens nesta revista, voltamos na segunda quinzena de janeiro ou início de fevereiro, quando retornarmos às atividades na UEM. Enquanto isso, Boas Festas a todos! Comam, bebam, divirtam-se, amem, brinquem, aprontem! Sempre com a cabeça nas nuvens e os pés no chão! Estes são os votos do POP. Até 2012!!!

 

Blog de outraspalavras : REVISTA OUTRAS PALAVRAS, Maria Eugênia canta Geni e o Zepelim, de Chico Buarque [vídeo 4]

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"Viagem a três" - vídeo com Lu Galetti  (Vídeo-Show) escrito em terça 13 dezembro 2011 22:50

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"Da janela da cozinha" - Conto de Beatriz Pazini Ferreira  (Contos e Minicontos) escrito em quarta 14 dezembro 2011 01:30

Da janela da cozinha *

Beatriz Pazini Ferreira **


Crianças brincando na rua. Cordas balançando em movimento horário, a calçada sendo riscada com pedaço de cal para começar a brincadeira de amarelinha. Meninas trocando roupinhas de boneca. Martelo, parafuso e as rodinhas: o carrinho de rolimã ganhava vida. Bola feita de meia, outra bola, a do colega mais travesso comprada na vendinha da esquina, assim, a pelada da rua iria começar. A vizinha varrendo a calçada da rua, os gatos em cima do muro ronronando, o bando de pardais se estranhando no topo das árvores, onde folhas caíam desesperadamente, pois a chegada do outono invadia o palco da vida. E ali, ele apenas observava o acontecer de todo o dia.

 A tarde se passava, o sol esmaecia cada vez mais, a cor do céu azul mudava para cinza opaco anunciando que a tarde já se fora e a noite apenas começara. E ele ali sentado, sendo balançado por sua rede pelos movimentos do seu corpo.

Quando não estava em pé diante do muro que separava a calçada de seu quintal, estava escondido atrás da janela da cozinha; sim, porque talvez tivesse medo de ser pego observando algo que não poderia ver...

O tempo foi passando e aquelas crianças inocentes com suas brincadeiras infantis, ganharam corpos de adolescentes querendo ser adultos experientes e suas atitudes foram mudando. No lugar da corda, a sainha curta e o batom para chamar a atenção dos garotos; no lugar da bola, um cigarro para atrair as pequenas fêmeas que estavam no cio.

Depois da metamorfose, toda aquela bicharada se entrelaçava com muita intensidade como só os animais sabem fazer. E ele, de sua janela, apenas observava.

Para algumas garotinhas não bastava apenas ficar ali na rua de frente às suas casas: queriam ir à caçada, divertir-se e chegar ao êxtase, sentir o gostinho de viver como animais noturnos. Por isso, elas com todas aquelas garras como de felinas pulavam os muros das casas, colocando à mostra suas vergonhas. E ele apenas observava da janela da cozinha com a luz acesa, pois já era de madrugada. Permanecia assim um pequeno vulto que se movimentava.

Ele poderia não dormir, estava sempre pronto para olhar qualquer coisa, mesmo que não fosse interessante, pois queria apenas observar. Espreitar a chegada das fêmeas, agora com seus machos, e atrás das árvores o vergonhoso acontecia. Ele estava ali parado, olhando pela janela da cozinha tudo o que acontecia e o que iria acontecer.

Fim da madrugada. O chirriar dos grilos dava lugar ao canto do galo indicando a chegada do nascer do sol. O cheiro do café invadia as ruas, unindo-se com o barulho do ônibus, levando os trabalhadores para a empreita de todo o dia. A manhã estava bem mais fria, o vento frio e seco soprava lentamente, pois o outono se foi e o inverno dava sinal de vida... Mas que vai embora rapidamente. Essa não é a estação preferida de quem gosta das aventuras da noite.

Novamente a vizinha abre o portão para varrer a calçada da rua e fica ali solitária olhando de um lado para outro, buscando encontrar, talvez, alguma criança a brincar. Seu olhar era triste como o balançar de sua vassoura, a tristeza invadia seus olhos fazendo com que lágrimas deslizassem pelo seu rosto. E ele observava aquela situação, porque já não havia mais crianças, restavam apenas os pequenos adolescentes a descobrir o mundo dos adultos.

Os gritos dos meninos inocentes foram trocados por palavrões e maus dizeres. Ele viu toda a angústia da vizinha, logo depois ouviu o barulho do portão, acusando que ela já havia entrado em casa e só restaria a rua vazia e o pôr-do-sol anunciando que a noite chegaria.  Bastavam as estrelas do céu e a lua dar as boas vindas para que mais uma vez os rapazes e as moças saíssem novamente para a caçada.

Já não era preciso pular as janelas para fugir de casa, as meninas, agora mulheres, poderiam sair sem medo e os rapazes já não precisavam mais beber e fumar com grande receio, pois a idade concedia a permissão. E ele apenas observava a sensação de liberdade que começou a existir naqueles jovens.

Os rapazes e as moças se agarravam com muita intensidade, como se aquele momento fosse acabar em alguns instantes. A noite caiu e a orgia novamente começava. E ele, como de costume, observava pelo canto da janela. A madrugada se aproximou, ele viu que aqueles jovens ainda estavam na rua, só que desta vez deitados na calçada querendo se levantar, e mais alguns instantes não estavam mais por lá.

O tempo girava, o sol e a lua desciam e subiam, o bando de pardais se estranhavam no topo das árvores, os gatos se enlaçavam no muro, a vizinha limpava a calçada da rua. Um novo dia começava. Só que, desta vez, ele não observava mais: o destino lhe reservava o pior, a cegueira e a cadeira-de-rodas. Agora, permanecia apenas sentado e nunca mais poderia ver da janela da cozinha, atrás do muro, o acontecer da rua. Em alguns instantes ouviu gritos de algumas crianças que estavam a brincar de bola. Ouviu também as meninas brincarem de pular cordas, amarelinha, mostrando que um novo ciclo havia começado. Talvez os pais daquelas crianças fossem aqueles rapazes e moças que se divertiam na calada da noite.

As folhas e galhos das árvores secos já não caíam mais e pequenos botões de rosas e flores se abriam. Era a chegada da primavera. Restaram somente as folhas secas grudadas no chão da estação passada. Agora ele apenas escutava o leve varrer da calçada da vizinha, ouvia o canto das cigarras, dos pardais, o ronronar dos gatos, os gritos das crianças... Sentiu uma lágrima rolando pelo seu rosto, que sobre os joelhos caiu quando ouviu o portão se fechar. E seguiu a vida lembrando-se do tempo em que ele apenas observava...



* Conto apresentado no Varal Literário da 3a JIOP.

** Discente do 4º ano do curso de LETRAS da Universidade Estadual de Maringá- UEM.

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Projeto de Intervenção: Cidade Sofá  (Artes Visuais) escrito em terça 29 novembro 2011 00:44

A intervenção Cidade Sofá - criada pelo artista plástico Tadeu Santos - esteve presente, durante este ano, em vários bairros da cidade de Maringá (Jardim Alvorada, Zona 5, Jardim Santa Helena, Requião e Centro, entre outros). Entre os diversos locais em que a intervenção permaneceu exposta, estão a rodoviária municipal de Maringá, o Museu da Bacia do Paraná e o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), ambos na UEM, e, para a surpresa do artista, o shopping Maringá Park, em setembro deste ano. A abertura do espaço em um shopping o surpreendeu na medida em que sua proposta vai de encontro ao culto da mercadoria e ao consumismo desenfreado que impregnam este espaço. Sobre a intervenção Cidade Sofá, que faz parte do seu projeto Cidade Objeto, veja o texto abaixo.

Marciano Lopes


A intervenção Cidade Sofá
Texto: Tadeu dos Santos


Os locais onde o lixo costuma ser jogado estão, em geral, longe dos olhos da população e com isso o problema não é alvo de muitos questionamentos. Pensando neste contexto socioambiental e na arte em seu papel de fazer refletir apresentamos a proposta de Intervenção "Cidade Sofá", que faz parte do projeto Cidade Objeto (ver mais abaixo). Ela consiste em percorrer áreas públicas e particulares em Maringá com intervenções com a duração de uma hora.

A intervenção é formada por um conjunto de sofás usados e um aparelho de TV com um espelho colocado no lugar do visor, todos pintados com elementos urbanos e colocados ao lado de objetos jogados em terrenos baldios. O objetivo é chamar a atenção da população, com o apoio da mídia, para o problema de formação de depósitos de entulhos, com o descarte de materiais em ações contra o interesse coletivo, em que se costuma jogar todo tipo de lixo como, por exemplo, os sofás velhos. Com esta intervenção busca-se provocar uma transformação significativa no comportamento das pessoas, de maneira a sensibilizá-las para um consumo consciente, evitando a prática do descarte de material em locais não apropriados.

A intervenção Cidade Sofá está relacionada a nossa paralisia diante de situações problemáticas do cotidiano e a nossa passividade diante do aparelho de tv, no qual vemos as transformações de maneira contemplativa. Com ela, propõe-se uma reflexão no sentido de propor uma alternativa para o problema ambiental provocado pelo descarte de materiais. A reutilização evita o desperdício, a contaminação e o acúmulo de entulhos. Desta maneira, o material de descarte pode ser transformado em peças personalizadas, ganhando um novo significado, tanto estético como ecológico.

 

Blog de outraspalavras : REVISTA OUTRAS PALAVRAS, Projeto de Intervenção: Cidade Sofá

 

Sobre a trajetória de Tadeu dos Santos

Atuação profissional

Artista plástico, reside em Maringá, atua com artes visuais,comunicação visual e ensino de artes.
Graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na União de Faculdades Metropolitana de Maringá, UNIFAMMA.
Realiza pesquisas em expressão tridimensional em cerâmica, cimento, madeira, gesso, resina, papel e materiais reciclados.
Atuou como oficineiro no Ateliê de Escultura da Universidade Estadual de Maringá.
Foi educador social na Oficina de Artes no Centro Social Marista irmão Beno Tomasoni.
Possui 10 anos dedicados à prática de diversas linguagens expressivas em arte, das quais a escultura passou a ser a base da sua investigação.
O interesse pelo movimento fez com que surgissem os bonecos, feitos com papel maché e papietagem.
O contato com o teatro de bonecos e o teatro de sombra levou ao cinema através da construção de projetores para uso em atividades educativas na projeção de imagens.

Exposições, prêmios e títulos

2009- Convecção de mural em cimento no centro indigenista de Maringá Produção Atual de Maringá.
2008- Confecção de 12 esculturas em papel Machepara exposição itinerante nas bibliotecas de Maringá com tema "Os Retirantes".
2007- Participação no Festival da Rede Estudantil do Paraná - FERA em Maringá, Ponta Grossa, Cambe, Cascavel e Guarapuava.
2006- Participação na confecção e adereços em alas temáticas para o aniversário de 62 anos de Maringá.
2005- Participação na confecção e adereços em alas temáticas para o aniversário de 61 anos de Maringá.
2004- Participação na confecção e adereços em alas temáticas para o aniversário de 60 anos de Maringá.
2003 - Participação no projeto mural do curso de Artes Plásticas da Universidade Estadual de Londrina - Londrina.
2002 - Participação da 20ª Coletiva de Artes Plásticas - Produção Atual de Maringá.
2001 - Escultura selecionada no 42º Salão de Artes Plásticas para Novos em Assis Chateaubriand.
2001- Duas esculturas selecionadas na 11ª Mostra de Artes Plásticas de Goioerê (PR).
2001 - Exposição na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá, no evento Ciência, Arte e Política Estudantil.
2000- 2º lugar no Salão de Arte Sacra de Maringá, Universidade Estadual de Maringá.


Para contato com o artista:

Telefone: 8833 0940
e-mail: artetadeu@ig.com.br

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Ouça dois poemas de Emmanuel Marinho  (POP na Rádio) escrito em domingo 27 novembro 2011 04:50


Blog de outraspalavras : REVISTA OUTRAS PALAVRAS, Ouça dois poemas de Emmanuel Marinho

Emmanuel Marinho é poeta e professor na Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD). É autor de vários livros de poemas e espetáculos teatrais, Acima, duas compsições do CD Teré (2001), que reúne nomes importantes da música brasileira, tais como Itamar Assumpção, Paulo Lepetit, Toninho Ferragguti, Alzira Espíndola, Christiano Leli, Pedro Luis e a Parede, entre outros. Apresentamos, acima, em um dos primeiros programas do POP na rádio UEM-FM, dois poemas deste CD: "Mínima 2" e "Mitiko Sam e Dionísio". Ouça ainda o poema "Genocídio I" e veja, no You Tube,  vídeo com o poeta declamando "Teré", ambos do CD citado.

 Blog de outraspalavras : REVISTA OUTRAS PALAVRAS, Ouça dois poemas de Emmanuel Marinho

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